Spotify anuncia venda de ações na Bolsa de Nova York


A operação deve levantar cerca de US$ 1 bilhão, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos Serviço de streaming de música Spotify.
Divulgação/Spotify
A Spotify anunciou que passará a ter ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York sob o nome de SPOT. A operação deve levantar cerca de US$ 1 bilhão, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.
A oferta inicial de ações (IPO) da Spotify não será subscrita, o que significa que não existe um preço estabelecido. Ele será informado na abertura da Bolsa de Valores de Nova York.
Embora o número de assinantes pagos cresça 46% ao ano, a companhia registrou uma perda de US $ 1,5 bilhão em 2017. A receita foi de US$ 2,37 bilhões em 2015, US$ 3,6 bilhões em 2016 e US$ 4,99 bilhões em 2017.
A Spotify é líder mundial em serviços de música em streaming, concorrendo com gingantes como Apple e Amazon. Hoje são 71 milhões de assinantes pagantes e mais de 159 milhões de ouvintes ativos mensais. O serviço está disponível em 61 países.

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/noticia/spotify-anuncia-venda-de-acoes-na-bolsa-de-nova-york.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Dentre seis países candidatos, Brasil é o mais próximo de ingressar na OCDE, diz secretário-geral

Angel Gurría conversou nesta quarta com Temer e Henrique Meirelles. Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico reúne 35 países e é conhecida como ‘clube dos ricos’. O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Angel Gurría, declarou nesta quarta-feira (28), em Brasília, que, entre os seis países que pleiteiam adesão à organização, o Brasil é o que está mais próximo de alcançar o objetivo.
O governo brasileiro formalizou seu pedido de adesão no ano passado. A organização, que congrega 35 países e é conhecida como “clube dos ricos”, atua como um grupo de cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas, que devem guiar os países que dela fazem parte. Além do Brasil, também estão em análise os pedidos de adesão de Argentina, Bulgária, Croácia, Romênia e Peru.
“O Brasil, dos seis, é o país melhor posicionado para avançar mais rápido nessas análises [para adesão à OCDE]”, declarou Gurriá em entrevista após abertura de seminário realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele veio ao Brasil para o lançamento do “Relatório Econômico OCDE Brasil” e para conversas com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com o presidente Michel Temer sobre o ingresso do Brasil na OCDE.
Angel Gurriá lembrou, no entanto, que os processos de análise para ingresso na OCDE demoram, em média, de três a quatro anos.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reconheceu que o processo “demanda um certo tempo” e negou que haja demora. “[O processo] está indo muito bem, de forma esperada. (…) É um processo normal, que demanda certo tempo e está dentro da nossa expectativa”, declarou.
Meirelles afirmou ainda que o Brasil já participa de comitês e fóruns da OCDE, além de já seguir algumas normas da organização. E que a oficialização como membro é importante para que o país passe a participar de decisões futuras no cenário internacional.
“Na medida em que o Brasil está se modernizando, está adotando e implantando reformas que estão de acordo com as melhores práticas internacionais, é muito importante que nós tenhamos (…) oportunidade também de influenciar as normas internacionais, participando das discussões”, afirmou o ministro.
Com isso, para ele, o Brasil deixa de ser “meramente alguém que no comércio internacional tem que lidar com as normas, mas que também, no âmbito da OCDE, possamos interagir e participar da evolução e discussões das próprias normas da OCDE”.

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/noticia/dentre-seis-paises-candidatos-brasil-e-o-mais-proximo-de-ingressar-na-ocde-diz-secretario-geral.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Facebook amplia presença no mercado de trabalho para concorrer com LinkedIn


A expansão marca o lançamento internacional da ferramenta um ano após ter sido lançada nos Estados Unidos e no Canadá; serviço deve chegar ao Brasil. O Facebook anunciou nesta quarta-feira (28) a expansão da seção de empregos em sua rede social, enquanto procura competir num mercado dominado pelo LinkedIn da Microsoft. A expansão marca o lançamento internacional da ferramenta um ano após ter sido lançada nos Estados Unidos e no Canadá.
A ferramenta estará agora disponível para usuários em 40 países, informou o Facebook em comunicado. No Brasil, segundo a assessoria de imprensa da empresa no país, ela deve ser disponibilizada para os usuários “nas próximas semanas”.
A empresa também planeja investir cerca de US$ 1 bilhão em equipes, tecnologia e novos programas em 2018.
Homem usa aplicativo do Facebook no celular.
Dado Ruvic/Reuters

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/facebook-anuncia-ampliacao-de-presenca-no-mercado-de-trabalho-para-concorrer-com-linkedin.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Google lança ferramenta de bate-papo Hangouts Chat para locais de trabalho

Serviço compete com outros fabricantes de software de negócios, incluindo Microsoft e Slack Technologies. O Google lançou uma atualização para a sua ferramenta de bate-papo Hangouts nesta quarta-feira (28), com o objetivo de torná-lo mais adequado a locais de trabalho para que a unidade Alphabet possa competir com fabricantes de software de negócios, incluindo Microsoft e Slack Technologies.
Hangouts Chats oferece um sistema de troca de mensagens instantâneas em dispositivos entre colegas de trabalho, incluindo conversas em grupo. Ele também permite aos usuários integrar ferramentas para acessar dados de outros softwares corporativos em uma janela de bate-papo.
O Google anunciou o serviço em março do ano passado, mas disse à Reuters que estaria disponível para todos os clientes pela primeira vez nesta quarta-feira.
O Hangouts Chat está localizado no G Suite do Google, um pacote na área de trabalho do software que inclui ferramentas de processamento de texto e emails, pelo qual mais de 4 milhões de empresas do mundo todo pagam até US$ 25 por usuário por mês.
O Hangouts foi lançado como um serviço gratuito em 2013. Mas o Google começou a ajustá-lo para o setor empresarial quando expandiu seus esforços de vendas para empresas e procurou levar aos clientes muitas das mesmas características que possui internamente.
“Vejo isso como o segundo encantamento do Hangouts”, disse Scott Johnston, diretor de gerenciamento de produtos do Google, em uma entrevista. “Queremos avançar para ajudar as pessoas a agirem mais rápido no trabalho.”
Concorrentes
Mas as empresas têm outras opções. O aplicativo de bate-papo Slack tem assinaturas pagas de 50 mil equipes, na medida em que os trabalhadores adotam alternativas mais robustasao email para enviar comunicações de longa distância. O Teams da Microsoft oferece funcionalidades similares no seu pacote Office 365, que tem muito mais clientes do que o G Suite do Google.
A Microsoft detinha cerca de 37%e a Slack cerca de 5% do mercado global de software de colaboração de quase US$ 2 bilhões em 2016, de acordo com a empresa de pesquisa IDC.
O Google está mantendo uma versão gratuita do Hangouts como faz para Gmail e Docs.
A versão paga do Hangouts suporta conversas em grupo com até 8 mil participantes. As mensagens são por padrão salvas indefinidamento, embora alguns controles sejam disponíveis.

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/google-lanca-ferramenta-de-bate-papo-hangouts-chat-para-locais-de-trabalho.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Twitter anuncia função para usuários armazenarem postagens de forma privada

Usuário poderá salvar tweets em uma lista só sua e acessá-los quando quiser. O Twitter anunciou nesta quarta-feira (28) uma nova função na plataforma, que permitirá aos usuários da rede social guardarem postagens para consultá-las posteriormente.
“Agora você já pode salvar Tweets em uma lista só sua e acessá-los quando quiser. Basta clicar no novo ícone de compartilhar. Ficou mais fácil ver o que te interessa mesmo quando o tempo não permite”, diz texto publicado no perfil oficial do Twitter para o Brasil.
A mensagem é acompanhada de um vídeo, que explica o processo de armazenamento, que ainda não está disponível para todos os inscritos.
Initial plugin text
Os tweets guardados pelos, segundo apontou o Twitter, serão feitos de forma privada, ou seja, só podendo ser visto pelo próprio usuário da conta.
Anteriormente, se utilizava a função “favorito” para arquivar e conservar postagens, mas, esse sistema fazia com que todos os demais inscritos pudessem ver o que era marcado.
Além disso, levava a crer que o usuário gostava daquele tweet, mesmo quando só pretendia armazená-lo para consulta futura.
A última novidade do Twitter, em novembro do ano passado, havia sido a expansão das mensagens de 140 para 280 caracteres.

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/twitter-anuncia-funcao-para-usuarios-armazenarem-postagens-de-forma-privada.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Santander afirma que pane elétrica deixou sistema fora do ar


Serviços como internet banking e aplicativos tiveram registro de oscilação em várias regiões do país; operações com cartões e terminais também ficaram fora do ar nesta quarta-feira (28). Agência do banco Santander
Divulgação
Clientes do Santander reclamam de instabilidade nos sistemas do banco nesta quarta-feira (28). O problema foi notado por quem tentava usar o aplicativo, pagar compras com cartão e também em caixas eletrônicos.
Initial plugin text
Em nota, o Santander esclarece que “devido a uma oscilação elétrica, alguns serviços do Banco ficaram indisponíveis. A instituição ressalta que estas operações estão sendo normalizadas”.
Initial plugin text
O volume de reclamações pelo Twitter foi tão grande que, no meio da tarde, o nome do banco estava no 3º lugar entre os assuntos mais comentados na rede social.
Initial plugin text

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/noticia/santander-afirma-que-pane-eletrica-deixou-sistema-fora-do-ar.ghtml
via Ebookspot.info-WP

CEO da Embraer descarta impacto na negociação com a Boeing após troca de ministro


Presidente da companhia reconhece que Jungmann, que deixou o ministério da Defesa para assumir o da Segurança Nacional, era uma liderança na negociação para fusão, mas acredita que novo ministro possa assumir o papel. CEO da Embraer descarta impacto na negociação com a Boeing após troca de ministro
Camilla Motta/G1
O CEO presidente da Embraer, Paulo César Souza e Silva, não acredita que a troca de comando no Ministério da Defesa traga impacto às negociações para uma possível fusão entre a fabricante brasileira de aeronaves e a americana Boeing. As empresas mantém desde dezembro tratativas para uma parceria que criaria uma gigante mundial do setor aeronático.
Com a saída de Raul Jungmann do Ministério da Defesa, na última segunda (26), para assumir o Ministério da Segurança Nacional, foi apontada a possibilidade de atraso nas tratativas entre as companhias.
Jungmann era uma das lideranças na negociação de um acordo com Boeing – a fusão precisa ser autorizada pelo governo federal, que manifestou inicialmente ser contrário à parceria. O governo defende que muitas inovações aplicadas à aviação comercial são fruto de pesquisa da área de defesa, o que, em caso de acordo com a americana, a parceria poderia esbarrar na ‘soberania nacional’.
“Não afeta não [a troca de ministro]. O grupo técnico e o governo estão bem focados em achar uma solução, em analisar a parceria, e acho que a gente não vai perder em nada com a saída do ministro, que estava realmente liderando, mas isso não quer dizer que o novo ministro não possa liderar da mesma forma”, disse o CEO em declaração nesta quarta (21) durante evento de certificação do jato comercial E190-E2 pela Anac.
O ministério da Defesa foi ocupado pelo general Joaquim Silva e Luna. “Precisamos olhar essa operação e negociação com o foco que isso vai ajudar o Brasil, a empresa, com novos empregos, novas exportações. A gente precisa olhar dessa forma, o Brasil precisa de uma empresa maior e mais forte, mais ainda global”, disse Souza e Silva.
O presidente da Embraer e o novo ministro da Defesa ainda não estiveram juntos desde o anúncio da troca de comando na pasta.
Evento na Embraer contou com a presença do CEO presidente Paulo César de Souza e Silva
Camilla Motta/G1

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/ceo-da-embraer-descarta-impacto-na-negociacao-com-a-boeing-apos-troca-de-comando-em-ministerio.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Anac certifica aeronave comercial da Embraer para operar voos


Primeira companhia a operar em rota regional o modelo será a norueguesa Wideroe, a partir de abril. Modelo tem 74 unidades vendidas. Evento na Embraer contou com a presença do CEO presidente Paulo César de Souza e Silva
Camilla Motta/G1
O jato E190-E2, da fabricante de aeronaves Embraer, recebeu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) certificação e vai poder entrar em operação pelas companhias em voos comerciais. Um evento em São José dos Campos, sede da companhia, celebrou a certificação na tarde desta quarta-feira (28).
A família de jatos E2 foi apresentada pela empresa em fevereiro de 2016 e o E190-E2 é uma aposta da fabricante para se manter líder no segmento de aviação regional. A companhia informou que tem 74 unidades vendidas do jato e 97 pedidos firmes (reservas).
Além da Anac, a aeronave também foi certificada por agências internacionais como a Federal Administration Aviation (FAA) e pela Agência Europeia para Segurança da Aviação.
Antes da cerificação, a aeronaves passou por uma bateria de testes. Foram utilizados quatro protótipos no trabalho, segundo a Embraer. A primeira decolagem do modelo foi em maio de 2016. Foram aproximadamente 45 mil horas de testes.
“Vamos ter uma presença global ainda maior, vamos aumentar nossa participação no mercado. Tendência é de aumentar o mercado, aumentar nossa participação no mercado de até 150 assentos”, disse o CEO presidente da Embraer, Paulo César Souza e Silva.
O primeiro jato E190-E2 deve entrar em operação no próximo mês de abril, pela companhia norueguesa Wideroe.
O modelo, com pintura estilizada com ‘cara de tigre’, também foi levado para Embraer a um dos maiores salões aeronáutica do mundo, o Airshow, que neste ano ocorreu em Singapura.
Família E2
O E190-E2 promete economia de custos até 18% em relação ao modelo anterior.
A família E2 é composta por três modelos com capacidades entre 70 e 150 passageiros.
Boeing
O evento de certificação em meio às negociações entre a Embraer e a americana Boeing por uma fusão. O CEO descarta que a troca do ministro Raul Jungmann do Ministério da Defesa para Segurança Nacional atrase as negociações. Jungmann estava a frente da negociação, que depende de aprovação do governo. A pasta da Defesa vai ser coordenada por um militar.
“Não temos nada ainda [com a Boeing], as conversas continuam, é operação complexa, interessante para as duas empresas e que vai tornar a Embraer maior, com mais empregos e exportações, mas é necessário achar estrutura que dê conforto que o governo prevcisa, principalmente na área da defesa”, disse.

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/anac-certifica-aeronave-comercial-da-embraer-para-operar-voos.ghtml
via Ebookspot.info-WP

Petrobras enxuga investimentos além do previsto em 2017


Empresa investiu US$ 14 bilhões no ano, abaixo da previsão de US$ 16 bilhões apresentada em novembro. A Petrobras investiu US$ 14 bilhões em 2017, o que representa uma queda de 12,5% ante 2016. A informação consta na apresentação feita pelo presidente da companhia, Pedro Parente, em evento na FGV, no Rio.
O montante ficou abaixo da previsão, de US$ 16 bilhões, apresentada pela companhia em novembro, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Na ocasião, a Petrobras informou que havia reduzido em US$ 1 bilhão os investimentos, ante os US$ 17 bilhões projetados originalmente, devido à postergação de algumas atividades de construção de plataformas e atividades no gasoduto Rota 3, entre outros fatores.
Dos US$ 14 bilhões investidos em 2017, US$ 11 bilhões foram aplicados na área de exploração e produção, com foco no pré-sal, e outros US$ 3 bilhões em refino e gás natural.
Para 2018, a previsão da petroleira é investir US$ 17,3 bilhões.
Centro de Distribuição de Combustíveis da Petrobrás em Porto Nacional
Divulgação/Governo do Tocantins

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/noticia/petrobras-enxuga-investimentos-alem-do-previsto-em-2017.ghtml
via Ebookspot.info-WP

O surpreendente lado positivo – e até social – da selfie


Um livro lançado recentemente sugere que a prática empodera grupos marginalizados em uma época em que visibilidade é poder político. Seria verdade? Selfies têm sido chave para o empoderamento de grupos marginalizados como mulheres, pessoas negras, a comunidade LGBT, imigrantes e refugiados
Getty Images
A palavra ‘selfie’ pode trazer à mente uma menina adolescente fazendo caretas para um iPhone e aparentando estar alheia ao seu entorno, ou alguém ousado se fotografando na beira de um arranha-céu momentos antes de morrer – sintomas de uma cultura obcecada por si mesma e, dizem alguns, do declínio da sociedade.
Mas as selfies têm implicações culturais muito mais profundas, que complicam esse estereótipos. Em seu novo livro, A Geração da Selfie, a escritora Alicia Eler rompe com clichês para imaginar a selfie como uma faca de dois gumes, um fenômeno empoderador e vulnerável, característico da era digital.
Em oposição à premissa de que são objetificadoras ou narcisistas, as selfies têm sido chave para o empoderamento de grupos marginalizados como mulheres, pessoas de cor, a comunidade LGBT, imigrantes e refugiados. Ter a mídia na palma da mão permitiu o acesso para todos os tipos de grupos, com uma nova geração de pessoas que não têm medo de ser diferentes ou únicas, criando por fim um espelho, diz Eler.
“Houve alguma época em que adolescentes não eram obcecados com a sua própria imagem?”, pergunta ela.
Jovem ou velho, você não pode culpar as pessoas por querer aceitação, e agora isso está a um toque de distância.
Espelho
Em 2013, Eler escreveu um artigo para o site Hyperallergic com o título “As Políticas Feministas das #Selfies”, focando em mulheres de cor e selfies, em resposta a um artigo postado no blog feminino Jezebel que sugeria que as selfies eram um grito desesperado de ajuda.
“Será que podemos falar sobre o que as #selfies significam para pessoas que nunca tiveram uma chance de se enxergar na grande mídia?”, escreveu a escritora feminista de livros em quadrinho Mikki Kendall em seu Twitter em novembro daquele mesmo ano.
Por mais que postar selfies publicamente sempre acabe expondo as pessoas a discurso de ódio e assédio, isso também as conecta a uma rede global de apoio em potencial. Com a popularização da selfie, imagens de pessoas marginalizadas que antigamente ficavam de fora dos principais canais de comunicação se tornaram icônicas.
A revista Wired chamou a crítica cultural Alicia Eler de “semiótica da selfie” por causa de suas análises sobre os efeitos políticos e sociais das selfies
Alicia Eler
Desde 2013, quando ‘selfie’ foi nomeada a palavra do ano pelo Dicionário de Oxford, esses autorretratos contemporâneos se tornaram onipresentes em uma época em que visibilidade às vezes é considerada um sinônimo de poder político.
Movimentos de resistência e protestos tomaram novas formas desde então. Eles são menos sobre marchar com placas ou organização de comunidades e mais sobre fluidez descentralizada ou ser visto em várias plataformas online.
Em um trabalho chamado Narcissus, o artista David Trullo fez azulejos de banheiro com as fotos de homens sem camisa tirando selfies em banheiros
David Trullo
“Seu objetivo é ganhar visibilidade em uma lógica diferente – usando imagens comuns, táticas, hashtags, políticas de identidade e eventos icônicos”, escreveu a acadêmica Irmgard Emmelhainz em uma publicação chamada e-flux.
O outro lado
É claro que há um problema que se tornou muito evidente nos últimos anos: vigilância.
Apesar de revelações de espionagem pela Agência Nacional de Segurança (NSA na sigla em inglês) em americanos comuns, ou o fato de que nossas informações pessoais são coletadas e vendidas por grandes corporações de rede sociais, isso não parece nos impedir de postar nossos momentos mais pessoais para todos verem.
Nós amamos tirar selfies, mesmo que nossas imagens sejam monetizadas para o lucro dos outros, toda atividade online seja monitorada e todos nossos movimentos verificados pelas mesmas ferramentas que nos conectam.
“A ameaça não é tão digital quanto é pessoal”, escreve Eler. Há uma atitude generalizada de “eu não tenho nada a esconder”, mas essa realidade é diferente para os mesmos ativistas e artistas que podem ser empoderados pela visibilidade que as selfies oferecem.
Trabalhar sob as limitações impostas pela vigilância em um momento em que visibilidade é vista como poder político força movimentos dissidentes a ser mais fluidos em sua estratégia porque suas impressões digitais podem ser usadas contra eles, mesmo que a tecnologia de hoje seja agora uma de suas ferramentas mais importantes.
Nós vemos isso no movimento de jornalismo cidadão, seja com um vídeo de smartphone ou um policial branco atirando e matando um homem negro ou vídeos com as últimas palavras de cidadãos na guerra da Síria – essa nova “vigilância da selfie” resultou em algumas das mais comoventes documentações de momentos políticos da história.
A socialite Paris Hilton diz que a foto que tirou com a cantora Britney Spears em 2006 foi a invenção da selfie
Twitter/@ParisHilton
Eler cita os protestos de Standing Rock – quando a companhia americana Energy Transfer pretendia construir uma oleoduto gigante, mas encontrou resistência da comunidade indígena americana.
A poeta Lakota Oglala e o ativista Mark Tilsen passaram meses em Standing Rock, e ele falou a Eler sobre a constante vigilância que havia lá nas mãos da empresa ‘contraterrorismo’ Tigerswan, contratada pela Energy Transfer.
Quando eles conseguiam fazer alguma ligação, às vezes dava para ouvir uma respiração profunda ao fundo, diz Tilsen – seus telefones foram grampeados. Quando começaram a circular rumores de que a polícia estava usando check-ins do Facebook para vigiar os que estavam no local de protesto, mais de um milhão de pessoas no mundo inteiro fizeram check-in em Standing Rock em solidariedade aos manifestantes.
O que lembra uma postagem recente no Instragam do artista Glenn Ligon: em uma captura de tela de seu iPhone, vemos a imagem de um menu de rede sem fio e a primeira rede diz “Van de Vigilância do FBI #9013C”.
Realmente havia uma van de vigilância do FBI? Não sabemos. Mas esses compartilhamentos e check-ins também podem ser vistos como selfies mais sofisticadas, diz Eler. Sob vigilância e talvez até perigo físico, as selfies são uma maneira de dizer “eu estou aqui, eu estou vivo e não tenho medo”.
Uma foto de uma foto – nesta festa de casamento em meio à Guerra das Filipinas, tira-se uma selfie para registrar o momento
Getty Images
Como selfies e ativismo online podem fazer a diferença? Em uma entrevista em dezembro de 2017 ao príncipe Harry para um programa da BBC Radio 4, o ex-presidente americano Barack Obama disse que, para que os movimentos digitais realmente terem um impacto no “mundo real”, as comunidades precisam “ir para o offline”.
É fácil ser um troll cheio de ódio ou um ativista de oposição protegido pelo anonimato da internet, disse Obama ao príncipe, mas quando você senta com alguém, as complexidades do seu ser se tornam mais aparentes, e você pode ser capaz de se conectar com alguém inesperado.
Se não, nossas ideias são apenas reforçadas pelo loop das respostas nas redes sociais.
Selfie-retrato
Alguns artistas rapidamente viram na selfie um rico material de trabalho.
Em 2003, Ryan McGinley ficou famoso com seu primeiro show solo, The Kids Are Alright (“As Crianças Estão Bem”, em português), no Museu Whitney de Arte Americana, em Nova York, e foi um dos artistas mais jovens a se apresentar nessa instituição de prestígio.
Muitos desaprovaram a controversa matéria orgânica do trabalho, mas muitos outros adoraram sua crueza, que trazia um retrato de uma certa cultura jovem distópica de Nova York e dos EUA. Entre seus trabalhos, McGinley também virou a câmera para si e tirou autorretratos no estilo do que mais tarde ficou conhecido como selfie.
Além de fotografar a cultura jovem da época, Ryan McGinley tirou autorretratos antecipando a onda da selfie no Museu Whitney, em 2003
Ryan McGinley
Apesar desse registro em 2003, apenas em 2006 a socialite Paris Hilton inventou a selfie com Britney Spears – segundo ela mesmo diz – e registrou o jornal The New York Times.
Mais recentemente, houve uma polêmica envolvendo o artista Richard Prince e suas apropriações de selfies do Instagram, que foram impressas e vendidas por centenas de milhares de dólares, com preços parecidos com os da arte contemporânea da Galeria Gagosian, até que ele foi processado por infringir direitos de autoria de imagem pelo fotógrafo Donald Graham.
O caso ainda está sendo julgado. Porém, certamente ambos se beneficiaram com caso, que vai à raiz da antiga questão do que pode ser considerado arte.
A artista Brannon Rockwell-Charland mistura suas fotos de sua família com imagens de seu próprio corpo
Brannon Rockwell-Charland
Para além das polêmicas, artistas mais jovens estão tomando iniciativas mais brandas em relação à selfie.
Em seu livro, Eler se refere a uma geração de artistas como Peregrine Honig, que criou uma exibição de pinturas especialmente com o objetivo de tirar selfies, e Brannon Rockwell-Charland, que usa selfies para criar sua persona online.
“Selfies me dão uma sensação de controle diante da sempre iminente fetichização do corpo da mulher negra”, diz Rockwell-Charland.
Para seu projeto 400 Nudes, a artista Jillian Mayer buscou selfies de pessoas nuas na internet e colocou seu próprio rosto sobre elas.
A selfie serve como uma metáfora para um momento único quando, como disse Francisco de Goya em sua série Os Desastres da Guerra (1814), “a verdade morreu”. As selfies e a cultura da internet questionam a premissa básica de autenticidade, como se reflete nas artes e na política hoje.
A “pós-verdade” e as “fake news” não são conceitos novos, e ferramentas como as selfies, as redes sociais ou big data não podem ser culpados pela nossa estranha realidade. Mas talvez elas possam nos ajudar a entendê-la.

from Ebookspot-grupo3 https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/o-surpreendente-lado-positivo-e-ate-social-da-selfie.ghtml
via Ebookspot.info-WP