China adverte a Trump que não ficará de braços cruzados se EUA taxarem aço


Países têm reagido ao anúncio do presidente americano de impor tarifa de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio importados. Brasil deve ser um dos mais afetados se decisão for levada adiante. A China não quer uma guerra comercial com os Estados Unidos, mas o governo chinês não ficará de braços cruzados e tomará “as medidas necessárias” para defender seus interesses, afirmou neste domingo (4) Zhang Yesui, porta-voz do parlamento chinês.
“A China não quer uma guerra comercial com Estados Unidos, mas, se os EUA aprovarem ações que afetem os interesses chineses, a China não ficará de braços cruzados e tomará as medidas necessárias”, disse Yesui em um briefing antes da sessão anual do parlamento chinês, que começa nesta semana.
Zhang também alertou a Washington que “as políticas baseadas em juízos ou presunções equivocadas danificam as relações e trazem conseqüências que nenhuma parte gostaría de ver”.
A declaração ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar na quinta-feira (1º) que o país vai impor uma tarifa de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados para proteger os produtores dos EUA.
Outras reações
O anúncio vem gerando reações. Na sexta (2), a União Europeia ameaçou taxar empresas americanas como a Harley-Davidson e a Levi’s se Trump levar a decisão adiante.
“Isto é basicamente um processo estúpido, o fato te termos que fazer isso. Mas temos que fazê-lo. Vamos impor tarifas sobre motocicletas, Harley Davidson, sobre os jeans, Levi’s, sobre bourbon”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), as tarifas são danosas à economia global e dos EUA. O FMI pediu aos países para trabalharem para resolver discordâncias comerciais sem atos extremos.
O Canadá considerou a medida “inaceitável”.
Maiores exportadores de aço para os EUA
Infográfico: Karina Almeida/G1
Brasil afetado
O Brasil deve ser um dos países mais afetados pela medida. Mais de 40% da produção de aço brasileira é exportada, e o mercado americano é o principal destino (32,9% das exportações, contra 9,2% da Argentina e 6,6% da Alemanha).
O Brasil é o segundo país que mais exporta aço para os EUA (4,7 milhões de toneladas em 2017), atrás apenas do Canadá (5,8 milhões) e à frente de Coreia do Sul (3,7 milhões), México (3,2 milhões) e Rússia (3,1 milhões).
O ministro brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Jorge de Lima, afirmou que o governo Temer pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a taxa.
A preocupação com uma guerra comercial derrubou bolsas pelo mundo, inclusive nos EUA. No Brasil, a bolsa subiu, mas a medida derrubou ações de siderúrgicas brasileiras.
Infográfico mostra evolução das exportações de aço do Brasil
Infográfico: Alexandre Mauro/G1

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Donald Trump ameaça taxar importação de automóveis da Europa


Presidente usou Twitter para reagir ao anúncio da União Europeia de que criaria tarifas sobre empresas americanas. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião com governadores na Casa Branca, na segunda-feira (26)
Reuters/Jonathan Ernst
O presidente americano Donald Trump endureceu ainda mais o tom de sua retórica de guerra comercial com a União Europeia, ao ameaçar neste sábado (3) criar tarifas sobre importações de veículos europeus, se a UE responder à sua decisão de tarifar o aço e o alumínio.
“Se a UE quer aumentar ainda mais suas já enormes tarifas e barreiras às empresas americanas que fazem negócios lá, vamos simplesmente aplicar tarifas sobre seus carros, que entram livremente nos EUA. Eles tornam impossível nossos carros (e outros produtos) venderem lá”, tuitou Trump.
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O presidente ainda denunciou o “grande desequilíbrio comercial”.
Horas antes, ele havia lembrado que o déficit comercial americano tinha alcançado os 800 bilhões de dólares e criticou acordos comerciais e políticos acertados por seus antecessores.
A UE anunciou, nesta sexta-feira (2), que prepara medidas contra empresas americanas, como Harley-Davidson e Levi’s, um dia após Trump anunciar sua intenção de impor tarifas de 25% para o aço e de 10% para o alumínio importados pelos Estados Unidos, a fim de proteger a indústria siderúrgica nacional.
Mais tarde, o presidente americano ameaçou os parceiros comerciais de seu país com “tarifas recíprocas”.
A grande maioria dos grupos automobilísticos estrangeiros que vendem veículos nos Estados Unidos têm fábricas no sudeste do país.

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O período do dia em que você deve evitar as redes sociais

As redes sociais estão causando um impacto preocupante no sono. Entenda qual é o horário crucial para evitar o celular. Os jovens de hoje passam uma quantidade impressionante de tempo diante de telas – adolescentes entre 11 e 15 anos, por exemplo, entre seis e oito horas por dia, isso sem incluir o tempo gasto em frente ao computador para fazer as tarefas de casa. Aliás, até mesmo o adulto médio no Reino Unido passa mais tempo olhando para uma tela do que dormindo, indicam as pesquisas.
Começa cedo. Um terço das crianças britânicas tem acesso a um tablet antes de chegar aos 4 anos de idade. Não é uma surpresa, então, que as gerações mais jovens de hoje serão expostas (e sem dúvida irão participar) das redes sociais que os mais velhos usam. O Snapchat, por exemplo, é extremamente popular entre adolescentes. Uma pesquisa de dezembro de 2017 apontou que 70% dos jovens americanos com idades entre 13 e 18 anos usam a rede. A maioria dos entrevistados também tem uma conta no Instagram.
Os números do Reino Unido e do Brasil vão na mesma direção.
Mais de três bilhões de pessoas estão registradas em uma rede social e muitos usam mais de uma. Os adultos americanos passam, em média, de 2 a 3 horas por dia nelas. Já o brasileiro gasta diariamente 9 horas e 14 minutos navegando na internet – somos a terceira população no mundo que mais passa tempo na rede, segundo pesquisa da empresa Hootsuite.
A tendência tem mostrado desdobramentos preocupantes, e cientistas se dedicam cada vez mais a pesquisar o impacto do uso das redes sociais na saúde, especialmente no sono.
Os resultados até agora não são animadores. Temos que encarar o fato de que as redes sociais têm um efeito claramente negativo sobre nosso sono e, com isso, sobre nossa saúde mental.
Desde o crescimento meteórico das redes sociais, Brian Primack, diretor do Centro de Pesquisa em Mídia, Tecnologia e Saúde da Universidade de Pittsburgh, tem estudado seu impacto na sociedade. Junto com Kessica Levenson, ele examina as relações entre tecnologia e saúde mental, observando o lado bom e o ruim.
Ao pesquisarem a possível ligação entre redes sociais e depressão, eles esperavam um efeito duplo – que as redes sociais pudessem às vezes aliviar a depressão e às vezes exacerbá-la, um resultado que pode criar uma curva em formato de “u” em um gráfico. No entanto, uma pesquisa com quase 2 mil pessoas revelou algo muito mais surpreendente.
Não houve curva alguma, a linha era reta e em uma direção indesejável. Em outras palavras, um aumento do uso de redes sociais está associado a um aumento da possibilidade de sofrer de depressão, ansiedade e um sentimento de isolamento social.
“De uma maneira objetiva, você pode dizer: esta pessoa está interagindo com amigos, enviando sorrisos e emojis, você pode dizer que essa pessoa tem muito capital social, que está muito engajada. Mas nós descobrimos que essas pessoas parecem ter mais sentimentos de isolamento social”, diz Primack.
O que ainda não está claro, porém, é a direção causal exata: a depressão aumenta o uso de redes sociais ou o uso das redes sociais aumenta a depressão? Primack sugere que ambas as direções podem estar corretas, o que é ainda mais problemático, “já que há um potencial de ciclo vicioso”. Quanto mais depressiva uma pessoa é, mais redes sociais ela pode usar, o que prejudica sua saúde mental mais ainda.
Mas há outro impacto preocupante. Em um estudo de setembro de 2017 com mais de 1,7 mil jovens adultos, Primack e seus colegas descobriram que, em termos de interação nas redes sociais, o horário do dia tem um papel fundamental. O engajamento durante os últimos 30 minutos do dia era o mais forte indicador de uma noite de sono ruim. “Era completamente independente do tempo total de uso durante o dia”, diz Primack.
Há vários fatores que poderiam explicar isso. Um cuidado que hoje é muito popular diz respeito à luz azul emitida pelas nossas telas, o que inibe nossos níveis de melatonina – uma substância química que efetivamente nos diz que é hora de dormir.
Também pode ser possível que o uso das redes sociais aumente a ansiedade de uma pessoa conforme passa o dia, o que torna o desligamento no final do dia mais difícil. “Então os pensamentos e sentimentos voltam para nos assombrar quando tentamos dormir”, diz Primack. Ou uma razão mais óbvia pode ser que as redes sociais sejam muito tentadoras e simplesmente reduzam nosso tempo de sono.
Sabemos que atividades físicas ajudam as pessoas a dormirem melhor. Mais tempo de tela também pode reduzir o tempo gasto em atividades, uma ligação que foi comprovada por pesquisas.
“Ela induz um comportamento mais sedentário durante o dia. Se você tem um smartphone na mão, você não estará mexendo seus braços e pernas tão rapidamente. Se você considerar essa redução em seis meses, você pode ter uma nova geração que não se mexe muito durante o dia”, diz Aric Sigman, um professor de saúde educacional para crianças.
Se o uso de redes sociais está aumentando a ansiedade e a depressão, pode ser que isso impacte o sono. Se você se deita na cama se comparando aos posts de outras pessoas com fotos de férias e hashtags de #gratidão e #minhavidaperfeita, você pode achar que a sua vida está ruim, o que pode fazer você se sentir pior e continuar acordado.
E então parece ser um caso de questões inter-relacionadas que se repetem na prática. As redes sociais estão ligadas com mais depressão, ansiedade e falta de sono. E uma falta de sono pode prejudicar a saúde mental e ser o resultado de problemas de saúde mental.
A falta de sono tem outros efeitos secundários: está ligado e um risco maior de doenças cardíacas, diabetes, obesidade, performance acadêmica ruim, reação mais lenta ao dirigir, comportamento arriscado.
O pior é que, em termos de privação do sono, geralmente são os jovens o grupo mais afetado. Isso porque a adolescência é uma época de mudanças biológicas e sociais importantes que são críticas para o desenvolvimento do indivíduo.
Os adolescentes também levam mais tempo para construir o que foi chamado de “motor do sono” – que é o que o leva a dormir quanto mais tempo você passou acordado, explica Jessica Levenson, do Departamento de Medicina da Universidade de Pittsburgh. Isso contribui para a dificuldade ainda maior dos adolescentes de dormir à noite, diz ela.
Lovenson agora se preocupa com o fato de que o uso de redes sociais e as pesquisas sobre esse hábito estão mudando e crescendo tão rapidamente que é difícil acompanhar.
“É nossa responsabilidade acompanhar os impactos, sejam bons ou ruins”, diz ela. “Nós estamos apenas começando a nos dedicarmos ao impacto do uso das redes sociais. Professores, pais e pediatras precisam perguntar aos adolescentes: com que frequência? Quando? Como vocês se sentem ao usá-las?”
Para combater quaisquer prejuízos das redes sociais, está evidente que a moderação é chave. Sigman diz que devemos usar horários específicos ao longo do dia para nos distanciarmos das nossas telas e fazermos o mesmo com as crianças.
Os pais, diz ele, precisam ter lugares da casa onde os aparelhos podem ou não serem usados “para que não seja uma situação fluida, na qual as redes sociais estejam em todas as partes da sua vida, sem zonas de proteção”. Isso é especialmente importante considerando que as crianças ainda não desenvolveram níveis adequados de controle de impulso para saber quando é o bastante.
Primack concorda. Ele não está dizendo para as pessoas pararem de usar redes sociais, mas para considerarem quanto – e exatamente em que horas do dia – elas façam isso. “A questão é que, quando há tamanho poder tentando nos manter grudados nesses sites, será difícil competirmos com eles”, diz ele. Primack espera que pesquisas fortes na área e conselhos de gerenciamento de uso, especialmente quando se trata de momentos de proibição de uso das redes, possa balancear a batalha.
Quanto aos adultos, se você estava prestes a dormir com seu celular na mão ontem à noite e se sente um pouco cansado hoje, você tem o poder de controlar isso. Você pode dormir melhor se colocar seu celular de lado.

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‘Deixava de comer para pagar dívidas’: o vício em comprar, que atinge ricos e pobres


Conhecida por oniomania, doença faz com que ato de comprar traga ‘prazer momentâneo’ e age como dependência química. Desde pequena, Larissa* tinha a impressão de que todas as amigas da escola tinham mais dinheiro e eram mais bonitas do que ela. Quando chegou na faculdade, ganhou um cartão de crédito do pai que era para emergências, mas um dia se viu comprando roupas e presentes para a família toda com ele.
Já na vida adulta, após uma rotina estressante no trabalho, se deu ao luxo de gastar US$ 800 em uma bolsa e mais US$ 120 em outra em uma breve passagem por Nova York – dois itens que ela tinha certeza de que precisava e de que “merecia”. Resultado? Dívidas e mais dívidas no cartão de crédito.
Miguel* também se sentia inferior com relação aos amigos quando criança. Hoje, comprando presentes e gastando dinheiro, consegue driblar a rejeição e se sentir melhor. Mas admite que, não fosse pela ajuda de seu pai, teria feito a filha passar dificuldade.
No caso de Antônio*, ele teve uma infância difícil, com poucas condições. Chegou a passar fome quando o pai alcoólatra deixou de comprar comida para gastar o dinheiro em bebida. Quando cresceu, mesmo ainda na pobreza, queria uma vida diferente, mas, trabalhando como professor particular, acabava cobrando dos alunos menos do que gastava em transporte e alimentação para dar as aulas. Foi acumulando faturas que não podia pagar, emprestava valores que não tinha, deixava de comer para pagar dívidas e chegou até a fechar um plano de R$ 3.000 em uma academia de muai thai que não frequentou.
Ele diz que sua situação só não ficou pior porque “não tinha mais dinheiro”.
Já Elis* sempre foi uma mulher bem-sucedida, com duas faculdades, empresária desde os 17 anos. Mas quanto mais dinheiro tinha, maior era sua ganância para adquirir negócios e imóveis – até ver R$ 300 mil de suas reservas acumuladas em quatro anos irem pelo ralo em uma empresa que acabou quebrando em pouco tempo. Seu fundo do poço chegou quando teve a casa penhorada com oficiais de Justiça batendo à porta, e um desespero que a fez pensar em suicídio.
Para amenizar a situação, pegava pães de mel consignados com uma doceira e ia vender na porta da Igreja.
As histórias desses que são chamados “gastadores compulsivos” se repetem e caracterizam uma doença pouco conhecida e geralmente ignorada pelas próprias vítimas dela. São homens, mulheres, jovens, velhos, mais ricos ou mais pobres, que têm em comum um passado com problemas sociais e/ou psicológicos, e encontraram no cartão de crédito o alívio e o prazer momentâneos de que precisavam.
“É bem parecido com a dependência química. Você começa a fumar primeiro com o cigarro dos amigos, depois vai comprar seu próprio maço, até passar a fumar todo dia. Você percebe uma expansão daquele comportamento na vida da pessoa. Não é o objeto em si, mas é o ato de comprar”, explicou a psicóloga Tatiana Zambrano, psicóloga que atua nesta área há 14 anos e é coordenadora do tratamento para compradores compulsivos no Hospital das Clínicas, em São Paulo.
“A pessoa tem necessidade de adquirir demais e não tem um planejamento adequado. Esse transtorno compulsivo independe da condição socioeconômica. O que vai acontecer é que a pessoa vai acumular dívidas proporcionais ao seu nível econômico”.
Doença
A chamada oniomania é a doença que se caracteriza por um vício em comprar ou gastar dinheiro. A pessoa não consegue controlar seus impulsos e acaba gastando mesmo quando já está cheia de dívidas.
É como se o ato de comprar trouxesse uma libertação, explica a especialista. Quem tem esse vício sente um misto de poder com prazer na hora de passar o cartão de crédito que faz com que se esqueça de qualquer saldo negativo no banco. É uma sensação que seduz e leva os gastadores compulsivos a caírem na tentação e a fazerem mais e mais dívidas.
As desculpas para os gastos podem ser de todo o tipo. “Vou comprar esse sapato porque PRECISO”; “vou me dar esse terno porque MEREÇO”; “está na promoção, metade do preço, NÃO DÁ PARA NÃO comprar”, são alguns exemplos, conforme explica a psicóloga Tatiana Zambrano. O problema chega com a fatura do cartão – que vem acompanhada de uma taxa de juros bem alta, caso não seja paga no valor integral.
“Eu sempre achava que, de alguma forma, alguém iria pagar aquilo para mim. A fatura ia chegar, e alguém ia acabar pagando”, contou Larissa.
Quando começou sua recuperação, ela cortou todos os cartões de crédito e gastava só o dinheiro que tinha na carteira. Mas um dia teve seu celular roubado e se permitiu uma nova compra a prazo para substituí-lo.
“Eu queria comprar um iPhone, aí fiz outro cartão de crédito. Quando o recebi, me senti muito poderosa. Fui para o shopping extasiada, meu namorado me ligou, eu nem atendi, estava animadíssima: vou comprar um iPhone, serei a pessoa mais feliz do mundo! Quando peguei o celular, me senti muito bem, uma adrenalina que não cabia em mim”, relatou.
Não precisou muito tempo para o sentimento se inverter. “Você começa a se sentir culpada. E fica se martirizando: ‘por que eu fui fazer isso? Como eu vou pagar esse celular agora?'”.
Tatiana Zambrano explica que, ao contrário de vícios como o da droga ou do álcool, que são muito condenados pela sociedade, o ato de comprar é algo “socialmente aceito” e, por isso, não costuma ser associado com uma doença.
“É tão socialmente aceito que tem até um incentivo ao consumo, então você acaba demorando para perceber que tem o problema. Normalmente você só percebe porque tem muita briga, desconfiança entre a família e os amigos. Tem até casamento que acaba nessas situações”, explica.
‘Problemas financeiros’
Segundo dados estimativos da Organização Mundial da Saúde, cerca de 8% da população mundial sofre de oniomania. No entanto, é muito comum as pessoas terem a condição e não admitirem o vício.
Susana*, por exemplo, sempre gostou de gastar, mas também sempre achou que, no dia em que quisesse “parar” e controlar melhor o seu dinheiro, conseguiria facilmente. Ela buscou ajuda em janeiro, depois de ter passado um ano inteiro tentando segurar os gastos sem sucesso.
Reuniões dos devedores anônimos acontecem todas as semanas em São Paulo
BBC
“Sempre achei que era uma questão de querer. Mas depois de um ano tentando e não conseguindo, precisei admitir que havia algo de errado”, afirmou.
O processo de aceitação do problema pode levar anos ou uma vida inteira até. Para evitar encarar a realidade – ou ser confrontada com ela por familiares ou amigos -, o gastador compulsivo começa a mentir e, às vezes, até mesmo a esconder suas compras para não ter que dar satisfação sobre elas.
“Tem muito comprador compulsivo que não usa as coisas que compra. Ele deixa tudo com etiqueta, guardado no armário, e não quer usar para a família não perguntar se é novo. Ou seja, o prazer começa a virar uma prisão”, explica Zambrano.
Larissa se viu mentindo para a mãe, que a ajudava a controlar o dinheiro fazendo uma planilha com todos os seus gastos. “Eu inventava as coisas para justificar meus gastos. E quando ela descobria, me dizia que eu não estava mentindo para ela, mas sim para mim mesma”.
O processo de negação do comprador compulsivo muitas vezes persiste até mesmo em grupos de ajuda, como o do “Devedores Anônimos”, fundado por antigos participantes dos Alcoólicos Anônimos e que tem o mesmo intuito de ajuda mútua entre os membros para evitar uma eventual recaída.
Foi o caso de Vívian*, que frequenta as reuniões do grupo há dois anos e, até o início do mês, achava que seu caso era diferente da situação dos outros ali.
“Eu olhava para aquelas pessoas e pensava: eu não sou assim; para eles, é fácil gastar, porque eles têm dinheiro. Eu não achava que eu era uma devedora, eu achava que ganhava mal e tinha problemas financeiros”, disse.
Recuperação
O tratamento para o vício em gastar passa por duas áreas: a psicológica, para tratar o problema emocional que leva a pessoa a comprar, e a financeira, para ela começar a planejar cada centavo que sai de sua carteira e tentar uma renegociação de dívidas, para aliviar o fardo carregado diante do acúmulo de débitos.
Na sala de reunião dos Devedores Anônimos, em São Paulo, todos os encontros semanais começam com o que eles chamam de “Oração da Serenidade” que pede “Serenidade para aceitar o não podemos modificar, coragem para modificar o que podemos e sabedoria para distinguir uma das outras”.
Em cada partilha de experiências, eles repetem o mantra “Obrigada, 24 horas”, reiterando que o esforço para se manterem sóbrios – no caso, solventes, como eles chamam as pessoas que alcançam o equilíbrio financeiro e conseguem pagar suas dívidas – por mais um dia.
No D.A., os participantes podem escolher um “padrinho” ou “madrinha” (alguém que já esteja no grupo há alguns anos) para ajudá-los com um planejamento financeiro adequado às suas necessidades. Há também reuniões pessoais chamadas de “alívio de pressão”, em que o participante expõe uma situação que o incomoda e pede ajuda dos padrinhos para resolvê-la.
O segredo para começar a resolver as dívidas está principalmente em anotar todos os gastos, conforme eles descrevem.
“Eu não tinha a menor noção do quanto eu gastava em quê ou de pra onde ia meu salário. Quando comecei a anotar, percebi que estava gastando R$ 800 por mês em comidinhas na rua, aquelas paradas em padarias para um café. Logo no primeiro mês, consegui reduzir isso para 180”, explicou Vívian, que hoje não tem cartão de débito, nem de crédito, e só usa o dinheiro que tem na carteira. “Eu não posso ter cartão, percebi isso. Com dinheiro vivo, eu vejo ele saindo e sei quando estou ficando sem, é mais fácil controlar.”
Devedores anônimos seguem 12 passos para a recuperação
BBC
O cartão de crédito, aliás, é o grande vilão para todos eles – e a primeira coisa a ser, literalmente, cortada, quando começa a recuperação.
“A pessoa perde a noção do que está pagando. O cartão de crédito promove isso, eu compro e depois eu vejo como eu pago. Isso contribui muito para você perder o controle. Já vi um paciente que tinha 19 cartões de crédito e se endividou em todos eles”, contou Tatiana Zambrano.
A psicóloga aconselha pessoas que eventualmente percebam características de gastadores compulsivos em seus familiares e amigos, que tentem ajudá-los mostrando a eles textos, livros, filmes (como Os Delírios de Consumo de Becky Bloom) que descrevam a condição, para que se identifiquem com ela e busquem ajuda.
“O sofrimento do paciente é muito marcante. A gente fica sensibilizado não só pela quantidade de problemas, mas pela depressão. Muitos pensam em suicídio, acham que nunca vão se livrar daquilo, é muito sofrimento. Uma vez ouvi de uma mulher que ela se sentia como uma garota de programa, porque se tivesse que se vender pra comprar, ela se venderia. Outros que perderam esposa, perderam até guarda de filho por causa do problema. Então o ideal é não criticar, não julgar, e tentar mostrar para a pessoa como ela pode se libertar”, finalizou.
*Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos entrevistados

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Por que número de táxis, Ubers e afins diminui em dias chuvosos?

A lei de oferta e demanda é a baliza que usamos para entender o preço e a disponibilidade de determinado produto ou serviço no mercado. Mas será que essa dinâmica entre oferta e demanda é tão simples como parece? Existem situações contextuais que interferem completamente na lógica do que esperaríamos ver no mercado. Vejamos um exemplo interessante sobre como a determinação de oferta e demanda pode ser mais complexa: um estudo feito por Colin Camener, Linda Babcock, George Loewenstein e Richard Thaler sobre a disponibilidade de táxis em dias chuvosos.  
Todo mundo sabe que os preços de táxi e aplicativos de transporte costumam subir absurdamente quando cai uma chuva forte – e isso fica ainda pior em horários de pico. O motivo não é difícil entender: pessoas que poderiam fazer um trajeto curto à pé ou de ônibus vão preferir usar o táxi ou app para escapar da chuva, a demanda aumenta e os preços sobem.  
Do ponto de vista do motorista esses dias chuvosos seriam os dias ideais para trabalhar por mais tempo e fazer mais dinheiro do que a média diária. Em dias ensolarados, por exemplo, o motorista demoraria muito mais tempo para ter a mesma demanda que costuma ter em dias chuvosos.  
No entanto, nem sempre é bem isso o que acontece. No estudo, os pesquisadores descobriram que os motoristas dirigem apenas o necessário para atingirem suas metas diárias e voltam para casa. Ou seja, ao contrário do esperado, a frota de carros disponíveis diminui. Os motoristas podem até ter a ciência de que o faturamento é melhor nesses dias, mas outros fatores acabam pesando nessa equação, como mais desgaste no trânsito e o risco maior de acidentes.  
Esse exemplo rotineiro é interessante para termos em mente que podem existir outras situações em nosso cotidiano que não vão se encaixar perfeitamente no que seria esperado dentro das premissas de oferta e demanda.

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CSN deve sofrer mais com sobretaxa dos EUA ao aço que Gerdau e Usiminas, diz analista


Participação das exportações dos EUA nas vendas e manutenção de fábrica nos EUA explicam a diferença; multinacionais que usam unidade do Brasil para atender mercado americano também sofrerão. O efeito da medida de Donald Trump, que anunciou uma sobre taxa ao aço importado pelos Estados Unidos, deverá atingir de forma diferente as empresas brasileiras. O impacto será maior para as empresas que exportam mais para o mercado americano e até beneficiar, ao menos no curto prazo, as companhias que têm fábrica no país.
Entre as três maiores empresas brasileiras, a CSN deverá ser a maior prejudicada, enquanto a Gerdau pode até se beneficiar, explica o analista de siderurgia e mineração do Santander, Renato Maruishi. Já as vendas da Usiminas devem ser pouco impactadas.
Na sexta-feira, as ações das siderúrgicas lideraram as perdas do Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira. Os papéis da CSN perderam 5,05% do seu valor, enquanto os da Usiminas se desvalorizaram 3,9%. Já a Gerdau, que tem duas ações em circulação, teve perdas menores, de 2,14% e 1,46%.
Os mercados reagiram à afirmação de Trump nesta quinta-feira (1º), que comunicou sua intenção em elevar as taxas em 25% para aço e em 10% para alumínio comprado de empresas estrangeiras. Ele recorreu à seção 232, um dispositivo voltado para investigar se produtos importados colocam a segurança nacional dos EUA em risco.
Infográfico mostra evolução das exportações de aço do Brasil
Infográfico: Alexandre Mauro/G1
Apesar de o percentual de vendas para os EUA variar entre as siderúrgicas, todas elas devem sofrem com o impacto da decisão nos preços internacionais do aço, explica Alexandre Lyra, presidente do conselho diretivo do Instituto Aço Brasil, entidade que representa a indústria siderúrgica.
Segundo ele, o fechamento do mercado americano para o aço importado provocará um excesso de oferta nos demais países, o que vai derrubar o preço internacional do produto.
CSN
Já a CSN está na ponta oposta. Apesar de possuir fábrica nos EUA, a empresa não faz em território norte-americano a aciaria (etapa do processo de transformação do ferro gusa em aço). Faz laminados. O braço norte-americana da CSN compra aço de sua sede no Brasil.
“É nesse ponto que a CSN se dá mal. Por mais que ela produza barato aqui, quando exportar para lá, vai comprar caro”, diz o analista do Santander.
Essa diferença entre as companhias é o que explica o comportamento do mercado em relação às ações das duas empresas. Enquanto os papéis da CSN caíram 4,43% nesta quinta, os da Gerdau subiram 3,19%.
Gerdau
A Gerdau possui fábrica nos EUA e deve se beneficiar no curto prazo se for confirmada a decisão de sobretaxar o aço importado. O produto feito no país, mesmo que por empresas com sede no exterior, ficará livre da cobrança.
A lógica da medida de Trump é justamente estimular companhias siderúrgicas do mundo todo a produzir nos EUA – e gerar emprego e pagar impostos no país.
Com sede no Rio Grande do Sul, a empresa tem fábricas em 14 países e uma capacidade instalada para produzir mais de 25 milhões de toneladas por ano.
Usiminas
Já a Usiminas é a menos impactada, porque as exportações para os EUA passaram a pesar pouco nas vendas da empresa após o fechamento da unidade de Cubatão.
A Usiminas afirmou à agência Reuters que em 2017 cerca de 4% de suas exportações foram para os EUA e que destinou apenas 15% de suas vendas ao mercado externo. Segundo a empresa, Argentina e Alemanha substituíram o mercado norte-americano em suas vendas externas. A participação da Argentina no total vendido ao exterior foi de 29% e a da Alemanha foi de 28%.
As barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos já trouxeram impactos no passado às exportações da Usiminas. Entretanto, a partir de 2016, a empresa buscou outros mercados”, disse a empresa em resposta a questionamentos da Reuters.
Multinacionais no Brasil
As unidades brasileiras de siderúrgicas multinacionais também poderão ser prejudicadas pela medida de Trump, mesmo que seus grupos tenham também fábricas nos Estados Unidos.
O motivo é que os grandes conglomerados usam a capacidade ociosa de um país para produzir alguns itens e vender para suas subsidiárias em outros países, que estão com fábrica cheia. Esses negócios são chamados como “inter companhias”.
A siderúrgica francesa Vallourec,por exemplo, produz no Brasil tubos de aço sem costura para a indústria de petróleo americana. “A unidade dos Estados Unidos opera com 100% da capacidade então usamos a unidade do Brasil para atender o mercado americano”, explica Alexandre Lyra, que é presidente da Vallourec no Brasil.
Segundo ele, a sobretaxa ao aço importado pelos Estados Unidos fará com que a empresa pague um imposto extra para comprar dela mesma, o que inviabilizará esse tipo de negócio.
O G1 procurou Gerdau, Usiminas e CSN para comentar a questão, mas elas não deram entrevista.
*Colaborou Gabriela Sarmento

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Sobretaxa dos EUA vai afetar 1/3 das exportações brasileiras de aço e pode frear recuperação de siderúrgicas


No Brasil, mais de 40% da produção é exportado e mercado americano é o principal destino; para especialistas, preço internacional do aço deverá cair e provocar crise no setor. A sobretaxa ao aço importado anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai afetar em cheio as siderúrgicas brasileiras. O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA e as vendas para o país representam um terço das exportações brasileiras do produto.
O presidente Trump afirmou que a intenção é elevar as taxas em 25% para aço e em 10% para alumínio comprado de empresas estrangeiras. Ele recorreu à seção 232, um dispositivo voltado para investigar se produtos importados colocam a segurança nacional dos EUA em risco.
Maiores exportadores de aço para os EUA
Infográfico: Karina Almeida/G1
A iniciativa, que deve ser oficializada na semana que vem, vai afetar todos os produtos exportados pela indústria siderúrgica ao país, explicou ao G1 Alexandre Lyra, presidente do conselho diretivo do Instituto Aço Brasil, entidade que representa a indústria siderúrgica.
Ele lembra que o setor teve o pior desempenho da história em 2016 e iniciou uma recuperação em 2017, puxado pela retomada da atividade na indústria automotiva. As siderúrgicas, no entanto, ainda operam com 35% de capacidade ociosa.
“Se os EUA fecharem as portas, nós vamos ter que passar por uma nova rodada de ajustes. Vamos ter que desligar fornos, reduzir a produção e cortar empregos”, disse Lyra.
Entre as empresas, o impacto será sentido de forma diferente, explica Renato Maruishi, analista de siderurgia e mineração do Santander. A CSN e as multinacionais que fazem negócios com unidades dos EUA perderão negócios. A Usiminas sentirá um efeito reduzido sobre suas vendas, enquanto a Gerdau pode se beneficiar.
Brasil fornece para indústria americana
Infográfico mostra evolução das exportações de aço do Brasil
Infográfico: Alexandre Mauro/G1
O Brasil produz 35 milhões de toneladas de aço bruto e, destes, 15 milhões são exportados – um terço para os EUA. O peso dos EUA é maior entre os produtos semimanufaturados – eles compraram 53% do total exportado pelo Brasil em janeiro deste ano.
Lyra explica que 80% do aço que segue para o país é semiacabado, ou seja, um produto que é processado novamente por siderúrgicas americanas até chegar ao seu cliente final, como as montadoras.
“Nosso aço não rouba emprego de nenhum metalúrgico americano”, disse Lyra.
O representante das siderúrgicas diz que o país não consegue exportar produtos finais justamente porque já está em vigor uma medida antidumping contra o aço acabado brasileiro. Isso significa que os EUA consideram que o produto chega com preços anticompetitivos e impõem uma sobretaxa a eles. A medida em discussão agora seria uma nova taxa, aplicada a todos os tipos de aço.
A exportação de aço para os Estados Unidos vinha crescendo ano a ano, tanto em volume quanto em produção. “Essa exportação estava crescendo por conta do aumento da competitividade do aço do Brasil”, afirmou o consultor Welber Barral, consultar e ex-secretário de comércio exterior do Brasil.
Excesso de oferta e queda de preços
Se Trump for adiante no seu plano de sobretaxar o aço, os preços internacionais do produto deverão cair, estimam os especialistas.
“Todos os fabricantes do mundo vão tentar mercados alternativos. E haverá excesso de oferta fora dos EUA. E, lá nos EUA é o contrário: vai subir o preço no mercado local”, estima Lyra.
Estoque da aço da Hyndai Steel na Coreia do Sul
REUTERS/Lee Jae-Won/File Photo
Para o analista do Santander, no curto prazo, as siderúrgicas com fábricas nos EUA podem se beneficiar, pois terão espaço para subir preços. “A alegação do Trump é que o aço importado pelos EUA estava prejudicando as fabricantes locais”, resume Maruishi.
Mas isso pode atrair novas fabricantes para os EUA inundar o mercado interno do país, levando a um excesso de oferta que culminará com uma queda de preços.
Para as indústrias que compram aço importado o custo de produção pode ficar mais caro. “É bastante discutível as alegações de Trump de que o aço brasileiro prejudica a competitividade da indústria local. O produto que o Brasil exporta para os EUA já é semielaborado e tem muito pouco valor agregado”, afirmou Maruishi.
Mirou na China, acertou no Brasil
Desde sua campanha eleitoral, Trump tem criticado a presença de produtos importados pela China nos EUA e defendido medidas de proteção à indústria americana. Mas por que ele tributou o aço se a China é apenas o 11º no ranking de exportadores do produto para os EUA?
É comum no comércio internacional que exportadores tentem driblar restrições ao produto importado de seu país. Eles levam o produto para outra localidade e podem até fazer algum incremento pontual, mas o verdadeiro objetivo é mudar a sua origem e fugir de taxações extra – essa prática é conhecida como “circunvention”.
“Os americanos suspeitam que outros países ‘maquiam’ as exportações da China. Não posso falar por todos, mas no caso do Brasil não é verdade. O aço brasileiro exportado para os EUA é fabricado no Brasil”, disse Lyra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), em National Harbor, Maryland, na sexta-feira (23)
Reuters/Kevin Lamarque
A mera suspeita pode prejudicar muito o Brasil. O secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, tinha 3 opções para Trump restringir a entrada de aço estrangeiro, de acordo com Lyra, que participou da comitiva brasileira que esteve em Washington nesta semana para tratar da questão:
Criar uma sobretaxa para todo o aço importado – opção escolhida por Trump;
Criar uma taxa extra de 53% para 12 países de uma “lista negra”, entre eles o Brasil, que supostamente maquiam exportações da China;
Criar uma cota por país de volume exportado para os EUA, que seria 63% do total vendido atualmente ;
Carvão é carta na manga
As autoridades de diferentes países já estão se organizando para tentar reverter a decisão de Trump. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge de Lima, admite que o Brasil questione os EUA na Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre a questão.
Brasil não descarta levar questão da taxação do aço pelos EUA à OMC, diz ministro
Antes disso, explica o representante da indústria siderúrgica, o Brasil vai tentar uma nova cartada. Ele diz que as siderúrgicas brasileiras importam US$ 1 bilhão por ano em carvão americano para mover seus fornos. “Nossas cadeias são complementares”, diz.
Com esse argumento, eles vão pedir para o Brasil ficar de fora da sobretaxa ao aço. “Se não der certo, vamos tentar abrir um painel na OMC.”
A repercussão no mercado de aço não impede que cada país decidar impor uma retaliação aos EUA, afirmam os analistas.
“Você pode ter outro impasse. Começar a ter retaliações comerciais contra os EUA, da China, Coreia do Sul, Rússia, Canadá”, diz o consultor Barral.

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Imposto de Renda 2018: Veja 13 erros mais comuns na declaração e evite cair na malha fina


Esquecer de informar pensão alimentícia, colocar cursos não autorizados como despesas de educação para deduzir imposto e até erros de digitação são comuns; prazo para declarar até 30 de abril. Consulta à malha fina pode ser feita no site da Receita Federal.
Reprodução/TV Globo
Os motivos que levam alguém a cair na malha fina são vários e vão desde a omissão de rendimentos a informar valores incompatíveis de despesas médicas. Em caso de erro, a Receita Federal permite que o contribuinte verifique a pendência no extrato do Imposto de Renda de Pessoa Física no site do órgão antes de ser intimado para corrigir o engano na declaração.
O advogado Francisco Arrighi, diretor da Fradema Consultores Tributários, explica quais são as falhas mais comuns cometidas pelos contribuintes:
1 – Rendimento do cônjuge
Quando a opção for pela declaração em conjunto, um dos cônjuges pode esquecer de declarar os rendimentos tributáveis do outro. É preciso declarar os rendimentos de ambos.
2 – Rendimentos tributáveis
Não declarar rendimentos tributáveis, como, por exemplo, os salários, pró-labores, honorários, aposentadorias, aluguéis, comissões etc. É preciso declarar todos os rendimentos tributáveis.
3 – Pensão alimentícia
Não declarar os rendimentos tributáveis recebidos como pensão alimentícia. O correto é declarar esses valores.
4 – Dependentes
Incluir a mesma pessoa em duas ou mais declarações como dependente, quando a Receita Federal só admite a inclusão de dependente em apenas uma declaração ou CPF.
5 – Planos de saúde de dependentes
Declarar como dedutíveis as despesas com planos de saúde de dependentes não relacionados na declaração do IR.
6 – Despesas com educação
Declarar como dedutíveis despesas com educação de cursos não autorizados pela legislação, quando a Receita Federal só admite os gastos com mensalidades escolares de ensino infantil, fundamental, médio e superior, incluído graduação, mestrado, doutorado e especialização.
7 – Prêmio de loterias
Declarar esses rendimentos como tributáveis, quando deveriam ser declarados na ficha dos rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva.
8 – Planos de previdência complementar
Declarar os plano de previdência complementar na modalidade VGBL, como dedutíveis, quando a legislação do Imposto de Renda só admite como dedutíveis os planos de previdência complementar na modalidade PGBL e limitados à 12% do rendimento tributável.
9 – Ganhos ou perdas de capital
Não declarar essas operações quando são alienados bens e direitos. Precisa declarar.
10 – Ganhos ou perdas de renda variável
Não declarar essas operações quando se opera em bolsa de valores. É preciso declarar as operações com valor de venda superior a R$ 20 mil.
11 – Imposto de 13º salário
É errado somar o Imposto de Renda retido na fonte sobre o 13º salário ao Imposto de Renda retido na fonte sobre os demais rendimentos tributáveis e descontar integralmente este somatório do imposto devido apurado.
12 – Doações a Entidades Assistenciais
É errado declarar doações a entidades assistências não autorizadas pela Receita Federal, quando a legislação só admite doções aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos direitos das crianças e adolescentes e limitados à 6% do imposto devido.
13 – Erro de digitação
Cuidado para não digitar em vez da vírgula (,) o ponto (.) do teclado do computador, considerando que o programa da Receita Federal não considera o ponto como separador dos centavos.

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Itamaraty tenta convencer governo dos EUA a não taxar aço brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores tem mantido diálogo com o departamento de comércio dos Estados Unidos para tentar convencer o governo americano a excluir o Brasil da medida protecionista contra a importação de aço anunciada pelo presidente Donald Trump.
O primeiro argumento do Itamaraty é o de que o aço brasileiro exportado para os Estados Unidos é semi-acabado, ou seja, usado como insumo em setores da indústria americana, como o automobilístico.
Desta forma, o ministério argumenta que os dois mercados são complementares e, assim, não haveria porque alegar problema de segurança nacional, como foi a justificativa de Trump.
Além disso, o Itamaraty argumenta que a indústria siderúrgica brasileira é grande importadora de carvão dos Estados Unidos. A restrição à importação do aço brasileiro levaria, necessariamente, a uma redução da importação de carvão pelo Brasil.
O Itamaraty observa que não há precedente para o uso do dispositivo da segurança nacional para adotar medidas protecionistas. Portanto, não se sabe como a questão seria tratada na Organização do Comércio ( OMC).
A posição do governo brasileiro, por enquanto, é de expectativa sobre se o governo Trump vai efetivar a decisão de sobretaxar o aço. Caso a medida seja mesmo posta em prática, o governo vai decidir qual será a reação brasileira.
O anúncio de Trump não foi uma surpresa para o Itamaraty, que já acompanhava os estudos que vinham sendo feitos no departamento de comércio dos Estados Unidos. Além do que, de acordo com um diplomata, “Trump não está fazendo nada que não tenha anunciado na campanha”.

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UE ameaça taxar empresas americanas como Harley-Davidson e Levi’s


Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker subiu o tom contra os Estados Unidos após Donald Trump anunciar que vai taxar importações de aço e alumínio. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, discursa, durante o tradicional banquete do dia de St.Matthew, na Prefeitura de Hamburgo, na Alemanha
Fabian Bimmer/Reuters
A União Europeia prepara medidas de retaliação contra empresas americanas, como Harley-Davidson e Levi’s, após o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas às importações de aço e alumínio para os Estados Unidos.
“Isto é basicamente um processo estúpido, o fato te termos que fazer isso. Mas temos que fazê-lo. Vamos impor tarifas sobre motocicletas, Harley-Davidson, sobre os jeans, Levi’s, sobre bourbon”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
Trump anunciou na quinta-feira (1º) sua intenção de taxar as importações de aço em 25% e as de alumínio em 10% alegando a necessidade de proteger a indústria siderúrgica nacional, mas não citou os países envolvidos na medida.
Trump aumenta taxas sobre o aço e o alumino e gera fortes reações pelo mundo
Juncker afirmou que, se os EUA querem estabelecer barreiras, “seremos tão estúpidos” como eles, apesar de preferir não “fazê-lo”.
Horas antes, havia declarado que a UE não ficaria de “braços cruzados enquanto a indústria e os empregos europeus são ameaçados”, acrescentando que a “Europa precisa de uma política comercial para se defender”.
Na véspera, Juncker lamentou a decisão de Trump e prometeu uma “reação firme e proporcional” da União Europeia.
Trump é duramente criticado por tarifas sobre importações de aço e alumínio
Outras reações
Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), as tarifas são danosas à economia global e dos EUA. O FMI pediu aos países para trabalharem para resolver discordâncias comerciais sem atos extremos.
O ministro brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Jorge de Lima, afirmou que o governo Temer pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a taxa – o Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA.
O Canadá considerou a medida “inaceitável”.
A preocupação com uma guerra comercial derrubou bolsas pelo mundo, inclusive nos EUA. No Brasil, a bolsa subiu, mas a medida derrubou ações de siderúrgicas brasileiras.
‘Pequena possibilidade’
Nesta sexta-feira (2), o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, afirmou que ainda há uma “pequena possibilidade” de se evitar uma guerra comercial com os Estados Unidos.
Katainen revelou que as medidas de retaliação europeias, já “preparadas há algum tempo”, estão alinhadas com as regras da OMC e compensariam as potenciais perdas da indústria europeia – segunda maior produtora mundial de aço, atrás apenas da China.
Os Estados Unidos importam 26 milhões de toneladas de aço por ano. Quatro países respondem por 50% destas importações e nenhum é europeu: Brasil, México, Canadá e Coreia do Sul.
Maiores exportadores de aço para os EUA
Infográfico: Karina Almeida/G1

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